sábado, 1 de agosto de 2009

a póia deixou de sair.

o blog fodeu-se à pala de um virus qualquer que não me deixa entrar na pagina principal. Mas consigo aceder às postas. Mudem de poiso que eu fiz o mesmo. Agora registo merda aqui:

mariaetelvina.blogspot.com

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Coisas que funcionam





Tipo carros e televisões e batedeiras. Ou parecido.A verdade é que o objectivo de um filme ou de um disco não é muito diferente do de uma batedeira: funcionar. a diferença está na variedade de funções de um ao invés do outro. Nisso e no facto de ser fixe comparar cinema, música, e até literatura a uma batedeira. Do caraças.

Adiante. Para um filme funcionar é preciso que cumpra aquilo a que se propôs.Tanto pode ser retratar impecavelmente a mais pérfida natureza humana como meter gajas nuas a conduzir grandes carros. Para cada filme existem objectivos simples a que ele se deve propôr. O grande problema é quando o grande objectivo deles é pura e simplesmente ganhar dinheiro, mas enfim nem quero ir por aí.

Bruno e the hangover são duas comédias completamente diferentes. a primeira muito mais nonsense e arriscada, a outra curta e grossa simples e objectiva. Bruno é andar numa montanha russa e vomitar a meio caminho, e the hangover é andar nos carrinhos de choque.

Que Baron Cohen é um génio eu já sabia. Acho que borat é um filme brilhante a todos os níveis, e não consigo perceber quem o critica. Bruno não é tão bom por algumas razões: primeiro porque o formato é igual ao de borat - documentário fictício(aka mockumentary) desta vez sobre um repórter de moda gay. Depois bruno não é uma personagem culturalmente tão "peculiar" como borat porque vem de um país dito "civilizado" como a imaculada áustria. E finalmente por causa da extrema paneleirice. Isto não é nenhum comentário homofóbico, mas um gajo não curte ver a quantidade abusiva de pilas que existem em bruno ou algumas das imagens do chamado coito homossexual - embora elas tenham servido realmente o seu propósito: chocar o espectador.

È um filme que pretende chocar, fazer rir e desmontar preconceitos. E desafia o espectador no sentido em que o tenta colocar numa posição em que nem está propriamente do lado de bruno nem está com o resto da sociedade. Bruno provavelmente é capaz de ter feito mais pelas bichas do mundo(não falo dos homossexuais mas das bichas) que qualquer parada gay. Porquê? Porque foi ao extremo das reacções das pessoas. E o pior é que muitos de nós, eu incluído poderíamos ter algumas reacções semelhantes a muita daquela gente. Preconceito ou nojo puro? Pois. ambos provavelmente.

Borat não é tão bom como bruno mas funciona. e volta a extravasar o género cómico, passando-o a filme de intervenção, embora bem longe daquilo que borat fez. Este foi uma derivação da genialidade do repórter cazaquistanês.



E chega o filme da pausa. The hangover vence tudo. Primeiro porque é simples. Curto e grosso. Faz rir e é só esse o grande objectivo. E no meio de toda a rambóia até é um filme bastante conservador já que tem um happy ending certinho, a personagem negra da praxe e personagens convencionais. E com tudo isto consegue fazer rir(muito) e ter uma premissa que consegue duas coisas: identificação com o espectador e vontade de o fazer ver o filme.

Identificação porque convenhamos: já toda a gente, ou quase toda, passou pela situação de ter apanhado uma borracheira e não se lembrar do que fez na noite. e muitas vezes fez mesmo coisas...hum menos próprias ou vá desinibidas. E no dia seguinte é um sarilho a tentar compôr o filme que não existe na memória.
Quanto à vontade se saber o que vem a seguir, é um truque muito básico do argumento mas eficaz como tudo: não mostrar o principal do filme. Tudo gira à volta de uma noite que nós não sabemos como se passou. Estamos exactamente na mesma situação dos personagens, e vamos percorrendo níveis de um qualquer videojogo(dos bons - aqui está a diferença para tanto filme) até chegarmos ao quadro final para vermos os créditos - que aqui são as fotos que surgem no fim do da película.

Isto para não falar de outros aspectos relevantes: a química extraordinária entre os pouco conhecidos actores do elenco, e a banda sonora que não sendo propriamente genial, retrata bem as peripécias do filme. E tudo isto conflui com os outros ingredientes todos fazendo desta ressaca uma cena bem agradável.



Em suma: funceminam. Bruno é comédia escatológica para chocar espectador, fazer rir e para nos alertar sobre muito preconceito. Tudo isto resulta. The hangover é filme para rambóa: rir, entreter, passar um bom bocado e vir para casa a pensar que temos de fazer uma viagenzinha com os amigos.

Obviamente que bruno é um filme mais rico cinematograficamente falando e com uma pretensão a meu ver superior a the hangover, e que consegue atingir. The hangover é um filme simples que quis ser simples. E essa é, sem sombra de dúvida, um dos maiores motivos por eu gostar tanto do filme. È o típico filme de 7/10 para ver vezes sem conta. È como aqueles discos que nem achamos nada de especial mas estamos sempre a ouvir porque ficam no ouvido. The hangover é isto. Mas na verdade ambos são como a batedeira: funcionam.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A geração do meio.

O meio. Diz não sei quem que no meio é que está a virtude. Pois não sei. Mas eu faço parte da geração do meio. Ou do princípio. Ou do fim. Mas por nunca aquela que fica ligada à história.

No meio dos oitentas. Um gajo foi puto no início dos noventas e fim de oitentas.Fomos a última geração a ir brincar para a rua partindo cabeças, esfolando pernas, sofrendo diversas mazelas que nunca nos fizeram mal. Os nossos pais ainda não nos chateavam com a segurança que tinham por nós ficarmos em casa. Fomos também os mais assíduos espectadores da rua sésamo, ou mesmo do dartacão que surgiu por cá na nossa altura - ou pelo menos a gente acha que sim. E começámos nós a ver as coisas made in japão: o dragon ball que enchia os bares da escola quando dava, e a sailor moon para as miúdas. e os cavaleiros do zodíaco. E os motoratos de marte. E os power rangers.


Ainda tínhamos consolas onde as três dimensões não existiam, e fomos os primeiros a usufruir da nova geração de jogos que deu um pulo gigantesco. Ainda assim para nós o sonic ou o supermario são bons à antiga: 2d práfrente.


Não tínhamos centros comerciais. O maior de todos ainda era o amoreiras para onde toda a gente ia(ainda hoje passei por ele). Quando o colombo apareceu já éramos donos e senhores de nós, embora tenhamos ficado fascinados com o tamanho do monstro. Mas o normal era ir-se ao amoreiras outrora cheio, para ficarmos siderados com as lojas de jogos ou televisores, ou com as cenas que faziam na zona das escadas. Era também ali que um puto à séria muitas vezes comprava material escolar - ou então siga à rua da esquina.

Aquilo que se lia era a uma aventura. Toda a gente lia disso, ou pelo menos o povo que curtia ler. Não fomos os primeiros a desbravar a colecção mas talvez tenhamos apanhado um dos seus auges.

Fomos os primeiros putos a ter os quatro canais. Lembramo-nos de como era só ter canal um e dois mas tínhamos uns 8/9 anos quando apareceram sic e tvi. Na altura a sic era uma desbocada porque tinha a playboy e a tvi uma estação chata como tudo porque só tinha missa e a amiga olga à hora de almoço. Ah mas tinha baywatch e esquadrão classe à às segundas à tarde - e toda a gente via.

Fomos os primeiros a usar computador e net. Ter pc na altura era um luxo. A sala de informática da minha escola passou a ter pc's praí no oitavo ano e ninguém sabia mexer naquilo. Onde se imprimiam as coisas? E o teclado que era lixado de encontrar as letras?E A ligação à net fazia aquele barulho parvo, e pagava-se cada minuto que se ia lá? E pois claro o telefone ficava interrompido. Ver pornografia era mais complicado... E fomos a geração que descobriu o irc, ferramenta bem arcaica comparada com o msn mas por um lado bem melhor porque permitia conhecer povo desconhecido. E havia um convívio muito maior em comunidade. Ia-se ao pc da escola, da biblioteca e com sorte havia alguém conhecido que tinha um. Mas dos comuns mortais eram poucos os felizes contemplados.

Haviam muitas modas. Os diabolos, aquela cena parva que tinha os paus e a corda e o povo fazia habilidades. Foi também no nosso tempo que o boom das boys e girls band se deu. Dantes já haviam algumas mas as spice girls, backstreet boys e afins eram a moda da altura. Depois apareceram os offspring com o americana e, inexplicavelmente, toda a gente ouvia aquilo. E depois disso mudámos para os vengaboys...era assim mesmo. O critério era nulo, o género musical pouco interessava-Desse tempo ainda me lembro das bandas merdosas que iam à roda dos milhões do jorge gabriel...pois na adolescência apanhámos com os programas parvos da sic e com o big brother.

Não éramos os putos de início de 80 que gostam muito de dizer que não tinham nada (e nós já não tivemos verão azul ou mesmo tom sawyer) nem os dos noventas que nós já achamos que tinham tudo. Estamos no meio. Apanhámos o fim das cabeças partidas e brincadeiras na rua e o início da informatização dos putos. Acabámos com o national geographic e começámos com o magalhães.


Somos também dos primeiros agora a sofrer com o raio da crise. Saímos da faculdade e emprego nicles. Podem-me dizer que antes também era assim, mas parece-me que nós estamos a sofrer mais com estes efeitos que o povo de há dez anos. E somos a verdadeira geração dos 500 euros: a geração do call center e recibo verde. Que tenta viver desenrascada. Quando éramos putos tínhamos que suar para ter as coisas, mas tínhamos mais depressa do que os que vieram antes.

Nós somos um limbo: quando fazem textos parvos sobre nostalgias geracionais, tipo aquele que toda a gente acha ser do nuno markl mas não é, identificamo-nos à bruta. Mas somos os últimos a identificarmo-nos. E o texto nem foi feito bem para nós. Uns acham-nos uns putos mimados, os outros uns aventureiros. Porque começámos com os pc's e tv cabo e acabámos com a bicicleta e jogo de bola na rua que era interrompido com um carro a passar.

Mas somos nós a ponte.

E, mal ou bem, aproveitámos ambos os mundos para agora podermos recordar as alturas em que nos esfolávamos todos e criticar as gerações vindouras à pala disso, e ao mesmo tempo dar baile às gerações mais antigas acerca de pc's, videojogos e coisas do género. Somos a prova de que foi possível conviver nos dois universos sem que perdêssemos o melhor de cada um deles. E os outros que se amanhem.

Quanto às outras gerações...que se foda. Daqui a 10 anos vão estar a criticar a geração seguinte e a nomear as coisas radicais que faziam. E será sempre assim. A génese de cada geração está em achar-se melhor que as outras.E toda a gente que viveu nos intervalos de ambas pode-se rir e falar mal tanto de uma como outra. E isso é mel do bom.

domingo, 19 de julho de 2009

Há bandas de merda. Depois há outras que se aguentam. Depois há outras que até se comem fixemente. Depois há outras que são alto pitéu. e depois há as bandas do caralho.

Obviamente que é mais fácil fazer isto através de discos. Há bandas que se aguentam que até já editaram cenas que se comem fixemente, ou até algumas coisas que são alto pitéu(lembro-me dos atreyu), ou bandas do caralho que editaram coisas que somente se aguentam(como os pumpkins e aquele último álbum esquisito comó raio). Mas caguei para isso. Apetece-me cascar em povo, falar bem doutro e menosprezar mais gente. Ou até defender povo que ninguém curte.

Ora aqui vai uma lista de bandas de merda. Muitas delas são mesmo uma merda, diria que aqui existe uma certa unanimidade, embora hajam obviamente ódios de estimação.

Exemplos: pólo norte, per7ume, xutos, strokes, artic monkeys, vines. E já chega.

Bem, os dois primeiros são óbvios: letras de merda, músicas de merda, merdas pa cota solteirona de rfm, ou para jovem rapariga que sonha com príncipe encantado e que ouve rfm. Enfim as bandas são uma merda e a rfm também. Essas dóceis senhoras que fiquem com o número. Xutos é óbvio ódio de estimação, mas também a consciência que os gajos deviam ter acabado praí no fim dos oitentas. O homem do leme come-se, o circo de feras também, mas são gstas num oceano de...merda. e pronto.



Strokes, vines e artic monkeys são ódios de estimação. Representam a merda do rock revivalista, um rótulo que um bêbado qualquer que deve curtir a britney e que achou aquela merda bué heavy decidiu pôr. quanto ao revivalista devem ter sido óculos escuros ou merda do género. e uh yeah, meti strokada no meio de xutos e perfume. Eheh dêm-me porrada. Adiante.

Bandas que se aguentam: coldplay, dreamtheater, offspring, black rebel motorcycle club, silence 4, red hot chilli peppers

Esta categoria vai para aquelas bandas que uns quantos curtem e que consigo dizer que não são uma merda, mas não vais mais do que a cena do "respeito" e tal. coldplay é claramente mau. Os gajos são chatos e irritantes, a música é bonitinha perfeitinha limpinha, enfim merda. Mas a "yellow" até se come. E no novo disco a "life in technicolor" era um som do caralho se os gajos tivessem transformado um fogacho de dois minutos num épico de sete. Notou-se influência do produtor eno, mas o gajo bem que podia tê-los ameaçado de pistola e fazer um épico nos conformes. Valeu o sample da coisa.Embora depois tenham feito um "life in technicolor II" que até tem videoclip e é mais uma musiquinha banal com o riff brutalíssimo que este tema tem. Mas fiquemos pelo que está no disco.



Dreamtheater é uma seca do caralho. Os gajos tocam que se fartam pois claro, mas para além de criarem orgasmos aos guitar-hero wannabes aquilo de sumo tem pouco. Mas há merdas que se aguentam. Já os offspring, não tendo nada a ver pois claro, têm um disco do caralho chamado "smash", mas pouco mais para amostra. Acontece. BRMC são a única banda que se aguenta da onda revival de strokes e merdas afins, mas não são expoente de nada. silence 4 é cena limitada temporalmente. Teve um contexto. Mas vendo ao longe não eram mesmo grande coisa. e red hot meteram um "for sale" na peida desde o horroroso "californication".Têm um passado apreciável, mas com aquela viragem de merda perderam-se.


Bandas que se comem fixemente: aqui punha os guilty pleasures e as bandas de punk meio lala tipo millencolin que ouvia há uns anos.Deixem cá ver...

Millencolin, less than jake, wolfmother, fiona at forty, tara perdida dead poetic, deftones.

Analisemos: millencolin e less than jake fazem parte do punk lala. Curtia muito mais bandas dentro deste género, mas como quis pôr gavetas achei mais fácil colocar estes dois nomes. Wolfmother e taras perdida é fixe para a rambóia e pronto. Fiona at forty é o mesmo: cena porreira mas nada do outro mundo.

Dead peotic e deftones são bandas de que gosto bastante. Mas nenhuma delas é genial, embora admita vontade dos deftones em fazerem coisas diferentes.Mas vejo-os enquanto um bife com batatas fritas simpático e não como umas pataniscas de bacalhau com arroz de feijão. De qualquer forma gosto das duas. E portantos vamos elogiar os pares do chino e meter aqui sonzaço dos deftones.




Bandas que são alto pitéu. Não chegam a bandas do caralho porque nem tudo é perfeito. Mas estão quase lá. Algumas por um disco ou outro que é tão do caralho que merece estar aqui. Vamos lá a ver nomes...

Jesu, hopesfall, underOath, if lucy fell, vicious five, alexisonfire, faith no more,

Por partes. Jesu é lindo e perfeito e isso tudo, mas falta-lhe um longa duração perfeito, não me chega um ep. Hopesfall é o contrário: um disco de merda(a types) um disco aguentável(magnetic north) e outro do caralho(the sattelite years) e depois o ep perfeito: no wings to speak of. Aqueles quatro temas, aqui ou na china, são perfeitos. Até os enumero: "open hands to the wind", "april left with silence", "the end of an era", "the far pavillions". a produção não é grande coisa, as vozes estão meio descoordenadas, mas aquilo soa perfeito. Catchy à bruta, cativante como tudo arrebatador. tomem lá video de um dos temas.




UnderOath têm um disco muito bom(they're only chasing safety) e depois os dois seguintes são óptimos porque são passos em frente.Alexisonfire tem tudo do catano, mas nada de absurdamente genial. If lucy fell é banda portuga com dois discos bestialíssimos, bem como vicious five, e faith no more tem tudo perfeito senão fosse aquele início nos 80's.O we care a lot não é mau, mas é somente isso.


E chegámos ao ponto alto. As bandas do caralho são aquelas que mais curto, e aquelas que conseguem ter uma discografia em pontos baixos. Cena quase impossível.Ou pelo menos com pontos baixos que conseguem ser dissipados por coisas, lá está, do caralho. de uma forma tão absoluta que mesmo assim estão neste alto patamar. Deixem cá micar exemplos masé.

Smashing pumpkins, porcupine tree, nine inch nails, kyuss, broken social scene, neurosis, cult of luna, isis, pixies. Já deve chegar.

Ora pumpkins é escusado: "siamese dream" é o melhor álbum de sempre, e tanto gish como mellon collie são fantásticos. Não curto tanto o adore mas também é bom. Até o primeiro e segundo machinas se comem bem. O último é bem meh, mas à pala da partida inicial dos três discos, tudo fica perdoado. e são do caralho.



Porcupine tree então é tudo perfeito. Seja na sua vertente mais experimental e etérea("the sky moves sideways, ou mesmo o signify") como em vertentes mais catchy como "lightbulb sun" e "in absentia". São génios absolutos e merecem lugar eterno na galeria dos melhores. são portanto do caralho.



NIN é reznor e reznor é mente brilhante. Sempre tortuoso mas sem nunca perder o norte, sendo ao mesmo tempo fiel à sua sonoridade. O último disco é bom mas não genial, mas o anterior year zero, foi para mim o melhor do homem. Mesmo melhor que os dois primeiros que são autênticos manifestos de genialidade.




Kyuss é rockalhada pura com efeitos meio psicadélicos. Foram quem mais municiou o stoner e deu origem aos queens of the stone age que não atingiram o brilhantismo dos anteriores.Mas mesmo assim são muito bons. Agora kyuss é perfeito, muito à pala das guitarras desviantes que até dão para o headbang. Vejam por vocês a capacidade de poder absoluto que os kyuss conseguiram reunir.



Broken social scene é genial porque é delicado. Doce. Puro. e é um supergrupo. e é indie, é pop, é rock, é post qualquer coisa, é ambiental, é tudo. e mistura tudo dando total harmonia. Mesmo tendo em conta que o primeiro disco é mais ambiental, o terceiro mais indie com instrumentalizações mais normais da silva, e o segundo é o conjunto perfeito de ambos. O caminho foi traçado, mas que o consigam continuar e se desviem muitas vezes. Broken social scene é mesmo amor e só não é partilhado por mais gente porque ninguém está para se mexer. Tomem lá o parece mesmo tipo o sol:




Neurosis são perfeitos porque são únicos. e porque têm uma data de gente atrás que lhes come os passos. e que falha sempre, porque quando lá chegam já os neurosis estão noutra. São sludge? Não. Nem metal. Nem cena mais para o experiment. Mas são tudo. Diria que são música em estado puro, rara, intrincada, inacessível a muitos ouvidos. Mas são geniais.




Cult of luna são um dos exemplos de comedores de pés ou passos dos neurosis. Mas desmarcam-se de muita da concorrência por quererem ser eles mesmos. e conseguem-no. Todos os discos marcam clara evolução na sua sonoridade mais simples de assimilar que a banda de scott kelly(que também tem registos muito bons a solo e...acústicos ainda por cima) mas ainda assim complexa que chegue e natural, para ser sua. e é bem boa. tomem lá bombom:




Isis também é sludge. Mas mesmo tentando chegar a neurosis também vão andando por eles mesmos. e conseguem, mais que cult of luna, serem experimentais e menos acessíveis aos ouvidos. Sobretudo por tentarem cruzar referências também de post rock e até de stoner, com algo mais pesado que lhes dá especificidade. E são mais ambientais que a banda sueca que falei acima. São talvez um dos casos que ainda permanece meio escondido em muita comunidade mas que será recordado para sempre como genial. e o melhor é que até vão ter novo disco este ano...




E falta pixies...ui depois de três injecções de sludge vem a banda do black que é brilhante. Pop, rock, indie, e mais merdas. è pixies e pixies é do caralho. Só os dois primeiros discos são lufadas tão grandes de ar fresco que o povo na altura até deve ter sentido altíssima corrente de ar. e que trocadilho mais parvo.

Mas querem exemplo de frescura. A debaser por exemplo foda-se. Que som do...caralho. Pois.




e é isto. Merdas que digo a cascar ou não, mas caguei. quem quiser que me chateie a mona que eu mando-vos comer peixe assado.Um gajo ter um blog serve para quê a não ser mandar bitaites e postas de pescada? Pois claro caralho. Temos aqui uma escala que vai de lili caneças a helena coelho numa escala de minutos. querem melhor que isto? Caraças, começam com pólo norte acabam em pixies, passando por hopesfall, deftones, ou pumpkins. Viagem brutal e quê.

Qualquer dia faço posta para isto mas somente para merdas cá do burgo. Para a fofice.

E tomem lá mais merdas que curto, sem me meter práqui com categorias parvas. Para verem a cena do quadro.


Motion city soundtrack
Death cab for cutie
Quicksand
Rival Schools
More than a thousand
Ornatos Violeta
Norma Jean
Pennywise
Nofx
My bloody valentine
Fugazi
Alice in chains
Aside
Callisto
Mogwai
DJ shadow

E sei lá mais o quê. Ficava aqui o dia todo caraças.

domingo, 28 de junho de 2009

Discos que me apetece por práqui, tipo deste ano ou de outros.

Ora merdas que já adquiri e estou para ouvir. Outras onde já meti os ouvidos.






Boa cena estes alemães. Post hardcore com nervo, sem uma produção muito polida mas há por aqui ideias simpáticas. Pena não terem feito mais nada nos últimos tempo.Mas the hurt process fica banda a registar.




E aparece o johnny cash. a suar em bica. Com um álbum ao vivo gravado numa prisão. Eu nunca tinha ouvido nada de especial do homem, e curti milhões as letras meio lacónicas que ouvi. E o ritmo sempre envolvente que o disco imprime também é coisa fofa.


Agora coisas que ainda vou ouvir.



Vanessa van basten. Cena meio etérea e instrumental. Ouvi pouco e gostei mas é a ver.



From monument to masses é uma banda do cacete. Mesmo. Rock instrumental de cariz experimental, com alguns pózinhos a post rock,com uma vertente mais calculista do que fluída diria. Cena mais técnica portanto. Mas bom. sim bom. Muito bom. è descobri-los agora, porque daqui a uns tempos poderão ser bem a next big thing de qualquer coisa.




Sunn 0))) ou o buraco negro. Carga de frequência baixa. Pantanosa. E é essa frequência com devaneios experimentais que nos tira do peso constante que é o silêncio da banda de o'malley. Este disco parece-me ser o continuar dessa demanda pantanosa. E ainda bem.



Gajos meio do grind meio do hardcore que editam discos com nomes em páginas. Boa cena. Tem uma força inesgotável, potência mais que suficiente para um gajo abanar a mona, e sabe bem como tudo poder destruir não sei o quê à pala destes tipos. Recomendadíssimo.



Rock com nervo qb, mas bem feito. Bem produzido, tem tudo no local certo e não engana ninguém. Falta-lhe espontaneidade, mais...hum rasganço. No entanto é um disco de rock como mandam as regras, e por vezes sabe bem ouvir disto.




Capa de pássaro a la mogwai(que discão o dos gajos no ano passado) e à death cab for cutie(igualmente disco do pénis). alexisonfire é das melhores bandas de post hardcore que existem. Sobretudo porque se foca mais em atmosferas rock e sabe criar uma sonoridade própria que lhe dá peso, melodia e força para que tudo caiba na perfeição. Pelo wue ouvi deste disco até agora parece-me ter mais vigor, mas talvez lhe falte um tudo nada de contágio puro no refrão, embora ele exista até em doses bem razoáveis. Mas "crisis", o disco anterior tinha disto aos molhos. Vai na volta é mau hábito. Mas é um gajo ouvir o disco todo e mandar um bitaite mais correcto.


e rip ao michael jackson. Nunca fui fã dele, mas foi uma das grandes estrelas do mainstream musical. E o homem sabia cantar e originiou que uma data de gente fizesse música(na sua maioria má, tipo o r&b todo que já era destruído por uma ogiva nuclear mas enfim).

Fica aqui um vídeo da música que melhor me lembra o homem: inícios de noventas andava eu na primária, o que me lembro bem é da black and white. Até me senti novo ao perceber que ainda não era nascido quando o thriller foi editado...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

a idade é um posto?

"Responsabilidade" é uma palavra que se deve ouvir muito ao longo da vida. A potes mesmo. E as pessoas estão à espera que um gajo(ou gaja) lide com ela da maneira mais adequada consoante a idade onde se está. E ainda por cima são muito intolerantes para com a sua antítese. Não há hipótese de fugir das "responsabilidades" onde quer que elas estejam. Porque, quer queiramos quer não, acabamos sempre a desapontar alguém se as defraudarmos em larga escala. Ou em média. Ou até em pequena. Os graus de convivência com esse desapontamento variam consoante as pessoas que estivermos a falar e dos tipos de pessoas que são. Pais não se desapontam da mesma forma que amigos por exemplo. E por aí fora.

Mas a questão é esta: porque raio é que depositam expectativas numa pessoa? A pessoa ser isto, fazer aquilo, conseguir aqueloutro... Aí reside a estupidez inicial. eu não quero que ninguém espere alguma coisa de mim, e sinceramente estou-me borrifando se desaponto ou não. Se a minha mãe acha isso que me diga, estou-me marimbando. Ou os amigos. Ou os professores. Ou o resto da família. Obviamente que falamos de diversos estados. Mas a minha ideia de desilusão passa sobretudo em estarmos a contar com uma pessoa para algo e ela não nos ajudar porque simplesmente não quer. Ou acharmos uma coisa de alguém para depois essa pessoa nos prejudicar ou cenas do género.

Mas eu não estou a falar disso. Estou a falar de uma imagem feita pela sociedade em que um gajo tem de vingar na vida. E o vingar na vida normalmente é ser o quê? "responsável". Exacto. Não trabalhar é irresponsabilidade. Não estudar é irresponsabilidade. Beber copos até às tantas e acordar tarde é irresponsabilidade. Viver à custa de alguém é ser-se irresponsável. Ter algumas atitudes divertidamente idiotas, ter conversas javardolas, para além de irresponsável é...hum "imaturo". Portanto eu sou uma criança.

E pior ainda: se disser que me estou nas tintas para isso, o panorama torna-se mais negro. Porque há exemplos dessa "responsabilidade" em todo o lado, e eu faço parte daqueles gajos que não a têm e já deviam ter "maturidade" para isso. E se dissesse que me sinto um puto e sinto-me bem com isso, mais trágico se torna. Claro que um gajo olha para alguns dos exemplos que vê como responsáveis e, em parte, sente-se culpado. Verdade seja dita nunca fiz grande coisa na vida. Tirei um curso, estou num mestrado que até curto mas onde não tenho paciência em ir às aulas, e não estou a pagar nada, porque a minha mãe banca-me as propinas. Olhar para quem trabalha e estuda é visto como um exemplo.

Por outro lado...existem motivos para tudo. E existem na vida 3 tipos de pessoas que se tornam "responsáveis" e exemplos: os que já fizeram merda que chegue e se divertiram à grande, e agora já encaram a vida adulta com outros olhos (que é bem capaz de ser a maioria), os que nunca se divertem e vão questionar a vida toda daqui a uns anos, e o terceiro grupo: o povo que nunca fez merda na vida ou porque era parvo, impopular, feio etc, e agora quer fazer merda que não pôde fazer, e mais alguma como bónus porque continua num ambiente agradável à bruta. Eu julgo que estou neste terceiro grupo, embora faça pouca merda. Se isso é ser pouco responsável, viver à conta dos paizinhos e estar a defraudar expectativas, gastando inclusive dinheiro ao estado? Pouco preocupado estou. Talvez esteja com a cena do estado, mas de resto não me interessa.

E porquê? Porque eu sou eu e acabou. Não sou cópia de ninguém, não tenho de ser um vencedor na vida, uma mente brilhante, um visionário, só porque a minha família acha que eu deveria ser assim. Ou então ser responsável. Nunca ninguém sabe a história de uma pessoa. Muito responsável já fui eu quando tinha 12,13 ou 14 anos em que ia às aulas todas, e o mais grave que fiz foi fumar e meter-me nos copos uma vez (para levar uma vida sem tabaco alcóol ou saídas durante o secundário inteiro).E por aí fora. e não me apetecia muito questionar tudo e mais alguma coisa aos 40 quando estivesse solteiro a bulir 12 horas por dia, ganhando bem, mas a pensar que me podia ter lixado todo aos 20 e ter-me divertido mais, e podia ter ido falar com aquela miúda e não fui. solteiro devo ficar porque as gajas que eu curto não me curtem, e não gostam de tipos que fazem posts destes de certeza, mas pelo menos o alcóol, a droga e alguns enrolanços com babes ficam. Mas parece-me normal que os pais, família, até amigos, prefiram que nos questionemos aos 40. Porque acham que já nos divertimos o suficiente, quando na verdade, não nos divertíamos nada.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

carnaval. A melhor época do ano



Para alguns é uma época para ficar em casa para não aturar balões de água. Para mim é a melhor época do ano.


Imaginem uma cidade. Normalzinha da silva durante uns 360 dias do ano. Vidas normais que por ela passam, acontecimentos banais e comuns a todos nós. Como em qualquer lado do globo. Cidade pequena sem grande expressão nacionalmente falando, com um ou outro motivo de interesse histórico e cultural mas nada de absolutamente extraordinário para incutir interesse diário do país todo nela.

È curioso que eu também nem por isso gostava do carnaval até ter vindo morar para torres vedras. Nasci cá é certo, no entanto só comecei a viver aqui há coisa de dois anos e meio, vindo duma terra ainda mais pequena: alenquer, uma vila ainda mais parada no tempo e sem nada de decente para se fazer. Adiante. No entanto mal cá pus os pés para viver, a palavra "carnaval" era o que mais ecoava nos meus ouvidos. Nos amigos que entretanto por cá fiz, todos eles falavam no carnaval. Aquilo que tinham feito no anterior carnaval, aquilo que iam vestir, se iam criar grupo ou não, se iam ter sorte como no carnaval passado... Ia pensando que eles deviam estar a exagerar. A minha mãe, que trabalha em torres há mais de 15 anos também me dizia que as pessoas aqui viviam o carnaval de uma forma intensíssima.

Eu estava meio céptico. Estudo em lisboa, já estive em muitas festas lisboetas(embora nos santos só tenha estado uma vez, e depois da minha ida ao carnaval) e duvidava que o carnaval pudesse ser um evento tão grandioso.

Até que chegou a sexta feira de 2007 onde começou o carnaval. E aí, era ver a cidade cheia de gente a aplaudir a chegada do rei e da rainha aos paços do concelho. Indescritível como é que ali se juntava uma cidade. e indescritível era a forma em como todas as pessoas pareciam celebrar a coisa. Sem farinha, sem ovos, sem balões de água. Uma comunhão intensa que dura até terça feira de carnaval, onde pessoas de todas as paragens vêm a torres vedras perceber se aqui o carnaval é assim tão bom. E realmente é. Porque não imaginam a alegria que é vermos ruas que costumamos ver às moscas durante o ano, completamente cheias de gente a festejar. Porque é quando torres vedras fica realmente no mapa nacional, e quando as pessoas de facto se importam com a terra.

e antes de vir para cá carnaval, eram balões de água, farinha e isso tudo. Agora vejo o carnaval como o evento do ano, como a festividade mais importante do calendário. Uma cidade inteira a festejar, e seus visitantes invejosos de não morarem cá. Roliças senhoras mais atreitas a que pacoviozitos como eu lhes imponham dois dedos de conversa. Máscaras para todos os gostos, e as comuns matrafonas - que cá são uma coisa tão banal que nem sequer percebo como é que raio alguém julga isso como uma excentricidade.

A questão por mim fica esta: há três anos atrás se me obrigassem a acabar com uma festividade anual, diria que acabava com o carnaval. Agora se me obrigassem a salvar uma única festividade anual, era claramente o carnaval que salvaria. Porque é a alma da cidade, porque é para aquilo que se vive durante o ano, porque não existe nenhuma outra festa que me tenha posto desta forma. Comparar o carnaval aos santos populares em lisboa por exemplo, é comparar as pernas da soraia chaves com as pernas da odete santos. Não tenham dúvidas.

e se as tiverem venham cá. Tragam o espírito uma máscara e divirtam-se. Garanto que se a predisposição for boa sairam daqui altamente recompensados.

Pena que já não haja mais carnaval este ano...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Slumdog millionaire, ou como um gajo refastelado em merda ganha óscares.



Ponto prévio: não sou daquele tipo de povo(que ainda por cima costuma ver pouco cinema só pode) que costumam insultar os críticos com parvoíces previsíveis tipo "pseudo intelectuais" ou gajos que só curtem filmes "complicados",dizendo em tom de desafio ridículo ver se "fazem melhor". e que depois acham coisas completamente horripilantes como "pearl harbor" ou o portuga "filme da treta" obras primas da nossa contemporaneidade. Isto nomeando meio à parva, já que quem acha que michael bay é um grande realizador devia afogar-se na mesma merda do puto do slumdog millionaire...vá comer só um bocadinho daquilo chega.

Simplesmente acho é que neste caso os críticos portugueses foram demasiadamente exigentes para com o filme. Explico: criticar slumdog millionaire por filmar de uma forma deficiente os subúrbios de bombaim, ou por deixar uma marca completamente errada e uma visão ocidental demasiadamente pobre do tal "terceiro mundo" é uma completa estupidez. Isto porque boyle sempre demonstrou estar-se completamente a marimbar para essas coisas todas. Não se pode esperar que um gajo que filme na índia tenha de retratar o país na perfeição(ninguém o consegue fazer obviamente, todos os países têm demasiada gente com diferentes ideias e credos para tal), e sobretudo não se pode esperar tal coisa quando o realizador não quer saber disso.

Sim , raio do filme podia ter sido filmado também na cova da moura, ou nos subúrbios manhosos que o uzbequistão há de ter, ou nas províncias mais pobres das ilhas virgens americanas. O que o homem quis fazer foi filmar uma história de amor que por acaso se passa na ìndia. Sublinho o por acaso. Dar demasiada importância ao local da filmagem, neste caso é coisa parva. Mas enfim. E a verdade é que resultou.

E depois a academia gosta destas histórias do loser da cena ganhar a guita e a gaja, e pum pum maus na merda.Aliás costuma.-se dizer que isso é aquela coisa, a "magia do cinema": pensar que alguém afogado em merda se pode afogar em montes de rupias passados uns anos. E o filme consegue isso, precisamente o que queria. e depois boyle realiza de uma forma dinâmica intrépidam contagiante diria. Gostei muito da sequência do comboio por exemplo. Ou das correrias pelos subúrbios de bombaím. Essas coisas todas.

E os EUA todos perceberam isso. Tal como perceberam a genialidade de um filme por borat, cá tão mal recebido tanto na crítica jornaleira como na crítica de blogs, que muitas vezes me parecem uns quantos críticos-wannabes(embora muitos tenham gostado deum certo objecto, esse sim falso nas suas ideias e hipócrita à bruta, e sim muito mau, chamado "babel"- arrasado muito justamente pela crítica nacional)- embora obviamente existam honrosas excepções.

Mas pronto slumdog ganhou e um realizador que nunca foi grandemente credível como boyle também ganhou, o que não deixa de ter piada. Tenho pena por van sant mas pode ser que volte a ser nomeado, assim como fincher(ainda não vi o benjamin button, mas não sei porquê acho que deve ser claramente inferior pelo menos a se7en, fight club e zodiac).

domingo, 21 de setembro de 2008

praxes, ou a forma de termos o ministro e os gajos do bloco em sintonia



Eu sou completamente contra os abusos das praxes. sou completamente contra existir um abuso de aproveitamento de alguém que tem mais matrículas que outrém. sou contra o povo ressabiado que também existe nas praxes e que vai para ali exercer o poder que nunca tem durante o resto do ano, e que lhe é dado através de mais umas matrículas que outras pessoas.

È por tudo isto que sou absolutamente a favor das praxes. E por tudo isto que acho o m.a.t.a.(movimento anti tradição académica) uma idiotice. Respeito quem luta pelo mata, que vai entre o pessoal anarca e os burgueses pseudo idealistas à bloco de esquerda, mas sinceramente acho que a posição deles é tipo parva.

eu cá curto praxar. Conheço os caloiros(as) (sim este (as) é muito importante lol), meto-me nos copos vou às festas, divirto-me. E também quero que eles se divirtam. è para isso que servem as múltiplas reuniões de planificação das praxes, é para isso que temos o trabalho de arranjar material, de organizar coisas de saber bem o que cada um faz e a posição de cada um dentro do esquema. È fácil? O mata ia abrir a boca de espanto se soubesse o trabalho que dá organizar umas praxes. E que sim, as pessoas vão para lá de livre e espontânea vontade.

È isso que vos lixa a cabeça não é? O grande erro do mata é pensar que os caloiros são pessoas que não tem um neurónio na cabeça e que não sabem dizer "não". Eles têm plena consciência para o que vão - ninguém os obriga a ir. Os caloiros escolhem ir para as praxes: ninguém anda com martelos atrás deles, ninguém diz que não vão fazer amigos, ninguém desenha um cenário negro senão meterem lá a pata.


Brilhante conclusão: o mata é que estupidifica os caloiros. È que os coloca como rótulo de ovelhas, pobres vítimas, e a sua missão é salvá-los das garras maldosas dos doutores e veteranos. Custa-lhes pensar que os caloiros querem ser praxados e que até poderão gostar das praxes. E que sim, elas servem para eles se divertirem, para se sentirem mais à vontade uns com os outros, para se integrarem mais rapidamente. Mas isto já deve ser complicado para a maioria dos pseudo intelectuais que ocupam o mata. E se ficam chocados por andar a rotulá-los, devo lembrar que eles é que rotulam os caloiros como ovelhas, e os doutores e veteranos por uma cambada de bêbados que ouvem o quim barreiros dia sim dia sim e gostam de humilhar caloiros porque é giro e se divertem muito.

guess what? Até curto o tio quim e gosto de copos. e curto divertir-me com os caloiros. Mas vocês devem fumar mais ganza que eu pá. Vejam lá se partilham alguma com o mariano que o gajo até vos deu razão. Agora já nem precisam de votar no bloco, o ps está do vosso lado: e podem agradar aos vossos pais que vos andam a pagar os estudos (nalguns casos também com vários chumbos no currículo) e compensá-los do desgosto de não terem querido ter o audi que ele vos queria dar, naquela base do "ah e tal sou bué rebelde".

Vêm como também sou bom a fazer rótulos? A diferença é que encaro os caloiros como pessoas conscientes que são, sabendo que eles estão ali de única e espontânea vontade.

e enfim. amanhã começa a diversão. è isso que interessa.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

TONY O GRANDE!(e landum a copiar)



Caro Tony:

Estou-me bem a cagar para ti. Perguntas porque te escrevo, mas a verdade é que apenas o faço porque não estou com grande coisa para fazer. No fundo sou um inútil de primeira, que passa a vida a coçar a micose, mandar peidos e arrotar. Mas enfim ao menos os meus peidos são linha exclusiva.

De qualquer maneira há uma ou outra canção tua que faz parte da minha colectânea universitária de canções. Já cantei o "depois de ti mais nada" em vários bares com povo amigo. Cantei várias vezes o "carinha laroca" nos corredores da faculdade, ou quando estava na mesa de voto das eleições para a associação de estudantes. Tens é aquele eterno problema: tu és pimba tony. sim eu sei que te preferes intitular como "cantor romântico", mas isso no fundo é uma desculpa para te esqueceres que és pimba.

E é por isso que eu não te curto. Pimba a sério não tem vergonha do que é. Olha o ilustre quim barreiros. Ou o lampeiro do leonel nunes. Ou o revolucionário do nel monteiro. Tu és igual a eles pá. Tens as reformadas e donas de casa do teu lado é verdade... com elas podias fazer um batalhão de guerra para governar o mundo, ou uma mega orgia com um surpreendente gangbang. embora eu te aconselhe uma escolha criteriosa se quiseres entrar nesse espectro. Mas és igual a eles. com a diferença que,tirando essas ilustres senhoras, o resto do povo prefira embebedar-se com um tema do grande quim ou do glorioso leonel nunes.

Agora tony o que eu não posso consentir é que te acusem de plágio. Um artista português como tu, que esgota pavilhões atlânticos? Que coloca essas tais senhoras em extase, à beira de uma excitação suprema? Tu possivelmente és melhor que um vibradorzito para elas pá. Algumas devem fazer como o howard stern fez a uma babe toda giraça no filme dele: meterem-se em cima de uma coluna de som e estremecerem com a tua voz e quê.

Como é que um gajo como tu plagia meu? Tu não compões. Não escreves. Não produzes. Tábem que apareces nos cd's como merecedor de tais créditos, mas toda a gente sabe que é o metaleiro do landum que faz isso. andou ele a fazer rock progressivo nos setentas para agora seres acusado de imitar um mexicano qualquer.Isto é tudo uma cambada de invejosos que queria ter as tuas donzelas com mais de 60 anos. Afinal quem quer ter o trabalho de compôr e escrever quando dá para ir ao méxico para um gajo se inspirar?

Ah o méxico...a droga que a fronteiriça tijuana não deve ter. As praias. Aquela gaja bem boa que é jornalista e veio cá na altura do estágio da selecção do mundial. Terra de encantos o méxico pá. Eu no fundo percebo-te: estavas à espera que te achássemos todos tão genial que nunca poríamos em causa o teu virtuosismo. Eu punha as mãos no fogo por ti, és o herói da camisa meio desabotoada, e uma verdadeira lenda para todo o trolha que está emigrado na suíça, ou na frança.Mas então não é que houve um cromo ou outro que ,como estava invejoso do teu corte de cabelo, gosto de camisas e mulher espampanante, decidiu questionar a tua arte de bem interpretar temas "compostos" pelo landum,que o fez? como é possível, logo tu que és um pettruci da música romântica. Um bono na arte de influenciar velhotas. Um prince na forma em como te pavoneias em palco.

e agora depois da tua carreira...mais nada. Deixa lá que voltares para as obras não é mau: ganhas caparro pá. Dá-te jeito quando o cristián castro ou aquelas gajas com ar de sevilhanas te vierem dar porrada. Evitas umas nódoas negras. Ou então vai para gigolo: as velhotas que te adoram ainda te acham o maior. e vão continuar a achar porque o méxico ainda é longe e das sevilhanas...epá são espanholas. Quem vai acreditar nelas?

com um abraço, daquele que sempre cagou para ti.

um tipo qualquer

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

a bela da tv e sua parvoíce



Boa. sou mesmo esperto eu. Agora meto aqui o raio de uma foto de uma novela manhosa que estreou hoje no canal do balsemão. Afugento o povo todo está mais que visto. Pronto eu digo que...sei lá arcade fire é fixe. Já sou gajo credível? Não? È normal o raio da imagem é demasiado forte.

E realmente isto é tudo uma questão de imagem. Esta novela nova, passa-se num colégio de putos ricos, uns com bastante guita, outros com bolsas, e vão-se conhecendo e uns são bonzinhos outros maus comás cobras, as gajas umas são boas outras são modelos meio esqueléticas e ainda há uma ou outra mais pó cheio. até parece que alguns deles vão formar uma banda...espera. Colégio rico? putos com bolsas? Estereótipos? Uma banda? Eh lá... isto soa-me familiar. Pois.

Na verdade isto é mais uma maneira da sic fazer face à tvi. Com um produto EXACTAMENTE igual. O problema das nossas televisões é que quando uma mete uma bosta de vaca a outra, em vez de nos dar sei lá salmão, tenta-nos dar a mesma bosta de vaca, mas sei lá um bocadinho menos dura. Igualmente mal cheirosa e com um aspecto a modos que horripilante, mas com um molhinho ou uma cena assim do género. Ou se uma tem branco a outra tem...claro.Se uma tem um casaco para a chuva, a outra tem um kispo. enfim já se percebeu.

Eu não nego: vi um bocado desta coisa. Esteticamente é a mesma merda: personagens sem conteúdo, música a dar com um pau, diálogos inócuos. Infelizmente isto vai ter audiências pa caraças, dado que a sic fez uma promoção extensíssima, desde sites na net, passando por hi5(!) das personagens principais, anúncios de tv, e calculo que o metro também tenha alguma coisa, embora já não ande nele há pelo menos coisa de um mês. A "máquina" trabalha bem e faz o mais importante: mete as pessoas alienadas à espera que a realidade possa corresponder aos sonhos do raio de uma novela. Tretas.

Mas nem tudo é mau: slimmy, skalibans,Humble, M.A.U,Corvos(!),Rádio Macau,Sebenta, uns tais de Arsha que fazem um reggae até simpático,Wonderland, One love family, civic...ok muitos destes nomes não são nada de especial, mas para uma póia destas é surpreendente não é? Valha-nos que a bosta de vaca dá música quando lhe tocamos.

Enfim no fundo nada de novo no reino do socas. Um produto que foi alvo de estudos de mercado, desenhadinho a régua e esquadro, e com uma linha de produtos(incluindo a tal banda) prontinha a sair. Isto é como os papo-secos. Massa, água, fermento, forno e fica despachado. Ou então, feijão-peidos-sanita-bosta-papel higiénico-piaçaba-autoclismo-lavar as mãos. Operações mecânicas e muito longe de qualquer tipo de pensamento.

Tenho pena é que alguns actores ali estejam. Mas percebo que dá jeito fazer coisas destas porque uma casa não se paga sozinha. enfim é ver mais putos a ganhar tendências da moda alternativa só porque sim. Mais uma vez: Nada de novo no reino do socas.

Fiquem lá com uma canção a sério porra.

pois.



è curioso como existe tanta banda que eu acho uma treta. Ou que até respeito mas não curto. Tipo beatles. ou rolling stones. ou u2.ou os queen .ou no caso português, xutos. No fundo aquelas bandas mais que reconhecidas mundialmente, se exeptuarmos gente como led zeppellin doors ou o grande jimi hendrix.

e como estes há mais. Há também o caso dos police, uma banda que acho meio que chata e inconsequente. E o sting é um dos maiores vendidos de sempre, passou da sua banda para uma data de discos sem grande nexo, que lhe deu para altas vivendas e vinhas no sul de frança. Mais filha da puta sell-out que isto não existe. no caso português, assemelho-o ao luís represas que fez sensivelmente o mesmo.Os trovante acabaram e catrapumba vá de dar merda às colheres em forma de disco.

È óbvio que é fofo falar mal desta gente e estar refugiadinho num blog. Mas confesso que não teria problemas nenhuns em falar abertamente com estes dois e dizer-lhes isto.

Enfim, adiante. O que aqui interessa é perceber que problema tem o tobel. O tobel é um tipo que já teve em bandas como slamo, sindrome, e agora zella. Os slamo acabaram, os sindrome passaram a head control system sob o comando do seu baterista daniel cardoso(e passou a projecto com um membro dos genialíssimos ulver), e os zella vi agora no seu myspace estão sem vocalista. Ainda por cima o gajo tem um timbre de voz que eu curto a molhos, e em todas as bandas deixou marcas.

Em sindrome, consegui arranjar dois temas dos gajos, ainda sem a pós-produção. Ex-it é um excelente tema, e "nothing is nothing is nothing" é brilhante no refrão cola cola que tem. Os Zella tinham um tema que eu curtia a molhos chamado "banalidades e carne". e os slamo...bem aqui está a questão toda. Foram uma banda de rock nacional, que acabou já há uns anos e que se notabilizou por uma versão dos...police. O "message in a bottle".



e se original é, para mim, uma treta por estar completamente datado, ter um refrão para mim fraco, e só tem o condão de começar razoavelmente bem, esta cover resolveu os problemas todos e transformou a música numa coisa em termos. E o melhor é que o resto do material dos slamo também era bom.Mais uma banda que fica perdida na história. E o pior é que os sindrome, da maneira que podiam ter sido, nem chegaram a começar. e os zella quase que parece que vão no mesmo caminho...mas que é isto? O tobel parece ser um tipo inteligente, que acerta naquilo em que se mete mas...o que raio acontece depois? Alguém me explica?

È que este tipo bem que podia ser genial se conseguisse ter projectos duradouros. Ele que faça alguma coisa nem que seja a solo, porque curtia mesmo perceber que podemos ter um manuel cruz cá em baixo. Assim...anda complicado.

de qualquer maneira ouçam slamo. E zella que ainda não acabaram, embora por agora, no seu myspace (http://www.myspace.com/zellaband) só tenham temas instrumentais. enfim coisas da vida.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Discos que andam a sair da fornada...

... Mesmo que sejam feitos nos setentas. Aqui apresento uma pequena súmula dos discos que tenho para ouvir, que andei a "adquirir" há pouco tempo. Todos eles têm simpáticas expectativas minhas, diga-se.

JOSÉ CID - 10.000 ANOS DEPOIS ENTRE VÉNUS E MARTE



Sim, é José Cid. Sim toda a gente sabe que este disco é a desculpa ideal para dizer que o homem até é porreiro, mesmo que nunca o tenhamos ouvido e só conheçamos o "cai neve em nova iorque" ou o "favas com chouriço". A verdade é que antes de lhe ter apetecido ganhar dinheiro com a música o homem fez uma obra de rock progressivo, conceptual, sobre o fim da Terra i think. e pelo que ouvi sim isto é bom. E não fica nada a dever a grandes obras progressivas, sendo um disco que não me parece que envelheça com o tempo.


OMAR RODRIGUEZ-LOPEZ - SE DICE BISONTE NO BÚFALO




Entretanto o senhor dos Mars Volta já fez mais um disco a solo. Ainda não o ouvi bem, parece-me uma cena experimental à bruta, mais minimalista que mars volta. Mas um gajo tira conclusões depois...


HELMS ALEE - NIGHT TERROR



Disco de estreia destes norte-americanos. Vindo de uma editora para cima de conceituada (a bela da Hydrahead, do gigantesco Aaron turner) esta banda é mais uma dedicada às lides do rock experimental, com uma pitadinha de stoner e até de sludge à mistura. Talvez não seja o lançamento do ano da Hydrahead(o seguinte disco que vou apresentar parece-me mais que o seja) mas estou meio a babar-me para isto, pelo que já ouvi.

PYRAMIDS - PYRAMIDS



È das coisas mais insólitas que se vão ouvir este ano. O disco de estreia destes Pyramids é ambiental, experimental, minimalista, é tudo e mais alguma coisa. Imaginem uns sunn 0))) celestiais em vez da habitual negritude, e é o mais próximo que consigo vislumbrar em relação a esta gente. O disco parece-me absurdamente genial, mas por enquanto é apenas e só uma expectativa. e claro é daqueles discos que não é bem para todos...muita gente o acharia monótono. Por enquanto, para mim, está bem longe disso.

A SILVER MT. ZION - 13 BLUES FOR 13 MOONS



Projecto onde estão incluídos alguns membros dos brilhantes Godspeed You! Black Emperor, os a Silver mt.zion são uma banda que sempre se classificou entre o rock meio marginal, com junções de post rock entre outras noções. Neste disco lembram os shellac a páginas tantas. Mas é verdade que é a primeira vez que vou ouvir um disco deles em termos, e a minha ideia inicial pode mudar abruptamente.

SMALL LINKS SINK SHIPS - UNTIL EVERYONE IS HAPPY



Influenciados pelos Mars Volta (mas mais catchy e menos experimental) estes small links sink ships editaram o seu disco de estreia no ano passado e pela amostra sinceramente parece-me que têm pernas para andar. De qualquer forma lá está ainda me falta comprovar totalmente isto. Até agora...anda positivo o balanço.

THERMO - BAJO EL CONTROL DEL RADAR



Vamos acabar com uma banda mexicana. Que sim canta em espanhol. Uau siga aí referir exotismo à laia de postal ilustrado que é isso que eu curto. Ou não. Até porque isto é rock normalzinho da silva, cantado em espanhol. Mas muito bem tocado. Talvez não seja uma cena genial, e em portugal não fosse valorizado grandemente. De qualquer forma parece-me um bom disco de rock.

e depois sim um gajo sempre pode dizer que conhece uma banda mexicana que ninguém sabe quem é...uau somos mesmo bué alternativos e quê.

Diga-se que se isto fosse importado, e se nós tivéssemos um bocadinho mais abertos à nossa língua quase irmã, era capaz de ter um certo sucesso estes thermo. são catchy, têm boas melodias e são ouvidos sem dificuldades de maior.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

E o nélson é herói caraças



Numa modalidade meio parva como é dar 3 saltos para uma caixa de areia, a verdade é que tivemos um campeão que, há cerca de um ano, nem podia treinar de inverno porque não tinha uma caixa de areia coberta.

Mas haver pessoas que se sacrificam por essa modalidade meio parva, outras que a ficam a ver na esperança de ganharmos alguma coisa outras que...enfim, verdade seja dita que esta modalidade meio parva era a menina de ouro de toda a gente, porque era a única onde podíamos ganhar alguma coisa.

Nelson évora aguentou-se à bronca, com certeza sabia que o país ia estar de olho nele, e deve ter pensado que se fossemos chineses era pior porque éramos 234256 mais. Vai daí foi um campeão justo e meritório. Merece os parabéns por isso.

Por isso parabéns Nélson!

PS: não é por nada, mas como benfiquista também fico contente. embora isso seja absolutamente secundário para o caso.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Jogos olímpicos (ou como mandar abaixo pessoas que não conhecemos de lado nenhum)



Antes de mais eu até curto os jogos olímpicos. a ideia de ver não sei quantas modalidades ao mesmo tempo, e olhar para algumas delas como se de exotismo se tratasse(na base da curiosidade pura e sem ter interesse propriamente real nesse desporto) não é má de todo. È verdade que para esse quase "exotismo" contribui os pulinhos e gritos histéricos do taekwondo(porra gritar e dar pulinhos eu fazia na boa) a mariquice toda da ginástica ou a idiotice que é fazer uma prova nadando, pedalando e correndo.

Quer dizer: como é que um gajo diz que quer fazer triatlo? "Ah e tal apetece-me massacrar-me...e que tal ser torturado à bruta por gajos em guantanamo? Ah não o melhor é CORRER, ANDAR DE BICICLETA E NADAR. enfim é estúpido.

E é estúpido sobretudo porque ninguém dá cavaco nenhum às pessoas que o façam. Damos alguma importância à vanessa fernandes, mas é porque ela ganha. Há mais gente cá a fazer triatlo que nós não conhecemos de lado nenhum.



Triatlo e o resto. Afinal vamos lá a ver as modalidades em que, supostamente estávamos mais apto para medalhas: judo(a telma monteiro) salto em comprimento(naíde gomes) triplo salto (nélson évora), triatlo(vanessa fernandes), ou mesmo vela (gustavo lima).

Judo: a telma monteiro tem um ar fofinho como tudo, ganhou muita merda não sei do quê...e ninguém faz ideia como é que aquilo funciona. Basicamente é dar porrada no adversário deitado. Os outros gajos que lá foram são uns betos quaisquer que não interessam a ninguém. next.

salto em comprimento e triplo salto: saltar para uma caixa com areia? What a hell? isto é o quê? andar de cu para saltar num spot onde brincávamos em putos? ou dar de cu, mas primeiro siga fazer três saltos para...nada. Porque é giro. Isto faz algum sentido para nós, comuns mortais?não, não faz. E da naíde gomes, sabemos tipo nada, e do nélson évora sei que o vizinho de cima era treinador de atletismo e levou-o para as caixas de areia. e pronto.

vela: tipos que têm um barquito, aproveitam o vento e andam lá a mexer uns fios na embarcação. Sabemos mais alguma coisa? Nem por isso. ah já ganhámos umas medalhitas nisso é verdade. O desgraçado do gustavo lima andou a velejar praticamente sozinho durante 4 anos e o que fazemos nós? cascamos em cima dele porque não ganhou nenhuma medalha. Somos mesmo uns fixes-

O triatlo já está: é uma cena estúpida mesmo não se percebe. De qualquer forma quando tiver um segredo importantíssimo para algumas pessoas e sobre uma cena graven, vou sussurá-lo à vanessa fernandes: se ela se submete a uma coisa destas também se pode submeter a qualquer tipo de tortura que lhe façam para ver se ela se chiba.

Portanto cá vai a brilhante conclusão: não percebemos um cu das provas em que temos atletas. Nem sequer fazemos ideia do que é que eles ganharam antes de chegar aqui(excepto talvez o nelson évora por ter sido campeão do mundo no ano passado). Mas para exigir estamos cá nós. como é que vamos exigir alguma coisa de quem nos estamos completamente a cagar durante o ano inteiro? È o mesmo que dizer que se é do benfica, mas não conhecer jogador nenhum, nem treinador, nem táctica nem equipa técnica, nem realidade dos adversários, mas exigir que o clube ganhe os jogos todos mesmo que seja contra o manchester united em old trafford. Não faz sentido nenhum pois não?

Então vamos lá é a valorizar estes desgraçados por competirem em modalidades a que ninguém dá valor nenhum, e em que não existe um real apoio da população se exceptuarmos nesta altura. Durante o resto do tempo, alguém quer saber se o gustavo lima, a naíde gomes ou o nélson évora têm condições decentes de treino? Não. Está-se tudo a cagar. então porquê a grande preocupação nos jogos?

Cagem nos jogos olímpicos. a primeira jornada da liga está quase aí.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

skins





Série bastante complexa e marcante esta skins. Narra a história de um grupo de amigos do secundário em Bristol, Inglaterra, mas acaba por ser muito mais que isso. Um emaranhado de sentimentos em planos meio abstractos e atitudes comuns, mas ao mesmo tempo questionáveis. Se a primeira season até estava mais ou menos adequada com esta premissa, a segunda transforma-se totalmente, tornando-se num vigoroso murro no estômago mas mais que isso, numa espécie de esforço intelectual para relacionar o pensamento juvenil com as suas próprias vidas.

Curiosamente a série está pejada de clichés. A começar pelas personagens: temos o tipo cool com a mania que sabe tudo, o party animal, o típico loser, o gay, o monhé, a negra que toca clarinete e o pai é produtor de hip hop, a típica miúda que arranja sexo quando lhe apetece, a anorética e meio esquisita da cabeça...enfim cada personagem da série tem o seu carácter escrito na testa, ou pelo menos a forma em como o vamos ver dali para a frente. e nisso nem por isso surpreende.

Também o facto de ser realista mas não falar dos outros adolescentes (basicamente aqueles que ninguém quer saber, que não saem à noite nem se embebedam e são uns marrões de primeira - ou não, mas isso pouco interessa) não é propriamente um ponto positivo.

No entanto a série é mesmo intensa como tudo e vale sobretudo pela realização e fotografia. Também vale como é óbvio pelo comportamento dos seus intervenientes: mais que desviante para a sociedade onde vivemos e moralmente reprovável para muitos de nós. Whatever: isto não são paninhos quentes para ninguém, e se querem morangos fiquem-se pela tvi. è altamente recomendável porque ultrapassa e muito o habitual teen-drama. e muito.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Primeiro

A merda. Agora com novo blog para poder falar de tudo e umas botas, para além de música. Daí que música, droga,surf, futebol, gajas, televisão e séries, merda, mais merda, e ainda mais merda, vídeos idiotas e todo o lixo possível e imaginário possa vir parar aqui. Até fotos com a tua mãe quem sabe?

Ò cum caraças, estou-me bem a cagar. Isto vai ser anárquico.