quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

carnaval. A melhor época do ano



Para alguns é uma época para ficar em casa para não aturar balões de água. Para mim é a melhor época do ano.


Imaginem uma cidade. Normalzinha da silva durante uns 360 dias do ano. Vidas normais que por ela passam, acontecimentos banais e comuns a todos nós. Como em qualquer lado do globo. Cidade pequena sem grande expressão nacionalmente falando, com um ou outro motivo de interesse histórico e cultural mas nada de absolutamente extraordinário para incutir interesse diário do país todo nela.

È curioso que eu também nem por isso gostava do carnaval até ter vindo morar para torres vedras. Nasci cá é certo, no entanto só comecei a viver aqui há coisa de dois anos e meio, vindo duma terra ainda mais pequena: alenquer, uma vila ainda mais parada no tempo e sem nada de decente para se fazer. Adiante. No entanto mal cá pus os pés para viver, a palavra "carnaval" era o que mais ecoava nos meus ouvidos. Nos amigos que entretanto por cá fiz, todos eles falavam no carnaval. Aquilo que tinham feito no anterior carnaval, aquilo que iam vestir, se iam criar grupo ou não, se iam ter sorte como no carnaval passado... Ia pensando que eles deviam estar a exagerar. A minha mãe, que trabalha em torres há mais de 15 anos também me dizia que as pessoas aqui viviam o carnaval de uma forma intensíssima.

Eu estava meio céptico. Estudo em lisboa, já estive em muitas festas lisboetas(embora nos santos só tenha estado uma vez, e depois da minha ida ao carnaval) e duvidava que o carnaval pudesse ser um evento tão grandioso.

Até que chegou a sexta feira de 2007 onde começou o carnaval. E aí, era ver a cidade cheia de gente a aplaudir a chegada do rei e da rainha aos paços do concelho. Indescritível como é que ali se juntava uma cidade. e indescritível era a forma em como todas as pessoas pareciam celebrar a coisa. Sem farinha, sem ovos, sem balões de água. Uma comunhão intensa que dura até terça feira de carnaval, onde pessoas de todas as paragens vêm a torres vedras perceber se aqui o carnaval é assim tão bom. E realmente é. Porque não imaginam a alegria que é vermos ruas que costumamos ver às moscas durante o ano, completamente cheias de gente a festejar. Porque é quando torres vedras fica realmente no mapa nacional, e quando as pessoas de facto se importam com a terra.

e antes de vir para cá carnaval, eram balões de água, farinha e isso tudo. Agora vejo o carnaval como o evento do ano, como a festividade mais importante do calendário. Uma cidade inteira a festejar, e seus visitantes invejosos de não morarem cá. Roliças senhoras mais atreitas a que pacoviozitos como eu lhes imponham dois dedos de conversa. Máscaras para todos os gostos, e as comuns matrafonas - que cá são uma coisa tão banal que nem sequer percebo como é que raio alguém julga isso como uma excentricidade.

A questão por mim fica esta: há três anos atrás se me obrigassem a acabar com uma festividade anual, diria que acabava com o carnaval. Agora se me obrigassem a salvar uma única festividade anual, era claramente o carnaval que salvaria. Porque é a alma da cidade, porque é para aquilo que se vive durante o ano, porque não existe nenhuma outra festa que me tenha posto desta forma. Comparar o carnaval aos santos populares em lisboa por exemplo, é comparar as pernas da soraia chaves com as pernas da odete santos. Não tenham dúvidas.

e se as tiverem venham cá. Tragam o espírito uma máscara e divirtam-se. Garanto que se a predisposição for boa sairam daqui altamente recompensados.

Pena que já não haja mais carnaval este ano...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Slumdog millionaire, ou como um gajo refastelado em merda ganha óscares.



Ponto prévio: não sou daquele tipo de povo(que ainda por cima costuma ver pouco cinema só pode) que costumam insultar os críticos com parvoíces previsíveis tipo "pseudo intelectuais" ou gajos que só curtem filmes "complicados",dizendo em tom de desafio ridículo ver se "fazem melhor". e que depois acham coisas completamente horripilantes como "pearl harbor" ou o portuga "filme da treta" obras primas da nossa contemporaneidade. Isto nomeando meio à parva, já que quem acha que michael bay é um grande realizador devia afogar-se na mesma merda do puto do slumdog millionaire...vá comer só um bocadinho daquilo chega.

Simplesmente acho é que neste caso os críticos portugueses foram demasiadamente exigentes para com o filme. Explico: criticar slumdog millionaire por filmar de uma forma deficiente os subúrbios de bombaim, ou por deixar uma marca completamente errada e uma visão ocidental demasiadamente pobre do tal "terceiro mundo" é uma completa estupidez. Isto porque boyle sempre demonstrou estar-se completamente a marimbar para essas coisas todas. Não se pode esperar que um gajo que filme na índia tenha de retratar o país na perfeição(ninguém o consegue fazer obviamente, todos os países têm demasiada gente com diferentes ideias e credos para tal), e sobretudo não se pode esperar tal coisa quando o realizador não quer saber disso.

Sim , raio do filme podia ter sido filmado também na cova da moura, ou nos subúrbios manhosos que o uzbequistão há de ter, ou nas províncias mais pobres das ilhas virgens americanas. O que o homem quis fazer foi filmar uma história de amor que por acaso se passa na ìndia. Sublinho o por acaso. Dar demasiada importância ao local da filmagem, neste caso é coisa parva. Mas enfim. E a verdade é que resultou.

E depois a academia gosta destas histórias do loser da cena ganhar a guita e a gaja, e pum pum maus na merda.Aliás costuma.-se dizer que isso é aquela coisa, a "magia do cinema": pensar que alguém afogado em merda se pode afogar em montes de rupias passados uns anos. E o filme consegue isso, precisamente o que queria. e depois boyle realiza de uma forma dinâmica intrépidam contagiante diria. Gostei muito da sequência do comboio por exemplo. Ou das correrias pelos subúrbios de bombaím. Essas coisas todas.

E os EUA todos perceberam isso. Tal como perceberam a genialidade de um filme por borat, cá tão mal recebido tanto na crítica jornaleira como na crítica de blogs, que muitas vezes me parecem uns quantos críticos-wannabes(embora muitos tenham gostado deum certo objecto, esse sim falso nas suas ideias e hipócrita à bruta, e sim muito mau, chamado "babel"- arrasado muito justamente pela crítica nacional)- embora obviamente existam honrosas excepções.

Mas pronto slumdog ganhou e um realizador que nunca foi grandemente credível como boyle também ganhou, o que não deixa de ter piada. Tenho pena por van sant mas pode ser que volte a ser nomeado, assim como fincher(ainda não vi o benjamin button, mas não sei porquê acho que deve ser claramente inferior pelo menos a se7en, fight club e zodiac).

domingo, 21 de setembro de 2008

praxes, ou a forma de termos o ministro e os gajos do bloco em sintonia



Eu sou completamente contra os abusos das praxes. sou completamente contra existir um abuso de aproveitamento de alguém que tem mais matrículas que outrém. sou contra o povo ressabiado que também existe nas praxes e que vai para ali exercer o poder que nunca tem durante o resto do ano, e que lhe é dado através de mais umas matrículas que outras pessoas.

È por tudo isto que sou absolutamente a favor das praxes. E por tudo isto que acho o m.a.t.a.(movimento anti tradição académica) uma idiotice. Respeito quem luta pelo mata, que vai entre o pessoal anarca e os burgueses pseudo idealistas à bloco de esquerda, mas sinceramente acho que a posição deles é tipo parva.

eu cá curto praxar. Conheço os caloiros(as) (sim este (as) é muito importante lol), meto-me nos copos vou às festas, divirto-me. E também quero que eles se divirtam. è para isso que servem as múltiplas reuniões de planificação das praxes, é para isso que temos o trabalho de arranjar material, de organizar coisas de saber bem o que cada um faz e a posição de cada um dentro do esquema. È fácil? O mata ia abrir a boca de espanto se soubesse o trabalho que dá organizar umas praxes. E que sim, as pessoas vão para lá de livre e espontânea vontade.

È isso que vos lixa a cabeça não é? O grande erro do mata é pensar que os caloiros são pessoas que não tem um neurónio na cabeça e que não sabem dizer "não". Eles têm plena consciência para o que vão - ninguém os obriga a ir. Os caloiros escolhem ir para as praxes: ninguém anda com martelos atrás deles, ninguém diz que não vão fazer amigos, ninguém desenha um cenário negro senão meterem lá a pata.


Brilhante conclusão: o mata é que estupidifica os caloiros. È que os coloca como rótulo de ovelhas, pobres vítimas, e a sua missão é salvá-los das garras maldosas dos doutores e veteranos. Custa-lhes pensar que os caloiros querem ser praxados e que até poderão gostar das praxes. E que sim, elas servem para eles se divertirem, para se sentirem mais à vontade uns com os outros, para se integrarem mais rapidamente. Mas isto já deve ser complicado para a maioria dos pseudo intelectuais que ocupam o mata. E se ficam chocados por andar a rotulá-los, devo lembrar que eles é que rotulam os caloiros como ovelhas, e os doutores e veteranos por uma cambada de bêbados que ouvem o quim barreiros dia sim dia sim e gostam de humilhar caloiros porque é giro e se divertem muito.

guess what? Até curto o tio quim e gosto de copos. e curto divertir-me com os caloiros. Mas vocês devem fumar mais ganza que eu pá. Vejam lá se partilham alguma com o mariano que o gajo até vos deu razão. Agora já nem precisam de votar no bloco, o ps está do vosso lado: e podem agradar aos vossos pais que vos andam a pagar os estudos (nalguns casos também com vários chumbos no currículo) e compensá-los do desgosto de não terem querido ter o audi que ele vos queria dar, naquela base do "ah e tal sou bué rebelde".

Vêm como também sou bom a fazer rótulos? A diferença é que encaro os caloiros como pessoas conscientes que são, sabendo que eles estão ali de única e espontânea vontade.

e enfim. amanhã começa a diversão. è isso que interessa.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

TONY O GRANDE!(e landum a copiar)



Caro Tony:

Estou-me bem a cagar para ti. Perguntas porque te escrevo, mas a verdade é que apenas o faço porque não estou com grande coisa para fazer. No fundo sou um inútil de primeira, que passa a vida a coçar a micose, mandar peidos e arrotar. Mas enfim ao menos os meus peidos são linha exclusiva.

De qualquer maneira há uma ou outra canção tua que faz parte da minha colectânea universitária de canções. Já cantei o "depois de ti mais nada" em vários bares com povo amigo. Cantei várias vezes o "carinha laroca" nos corredores da faculdade, ou quando estava na mesa de voto das eleições para a associação de estudantes. Tens é aquele eterno problema: tu és pimba tony. sim eu sei que te preferes intitular como "cantor romântico", mas isso no fundo é uma desculpa para te esqueceres que és pimba.

E é por isso que eu não te curto. Pimba a sério não tem vergonha do que é. Olha o ilustre quim barreiros. Ou o lampeiro do leonel nunes. Ou o revolucionário do nel monteiro. Tu és igual a eles pá. Tens as reformadas e donas de casa do teu lado é verdade... com elas podias fazer um batalhão de guerra para governar o mundo, ou uma mega orgia com um surpreendente gangbang. embora eu te aconselhe uma escolha criteriosa se quiseres entrar nesse espectro. Mas és igual a eles. com a diferença que,tirando essas ilustres senhoras, o resto do povo prefira embebedar-se com um tema do grande quim ou do glorioso leonel nunes.

Agora tony o que eu não posso consentir é que te acusem de plágio. Um artista português como tu, que esgota pavilhões atlânticos? Que coloca essas tais senhoras em extase, à beira de uma excitação suprema? Tu possivelmente és melhor que um vibradorzito para elas pá. Algumas devem fazer como o howard stern fez a uma babe toda giraça no filme dele: meterem-se em cima de uma coluna de som e estremecerem com a tua voz e quê.

Como é que um gajo como tu plagia meu? Tu não compões. Não escreves. Não produzes. Tábem que apareces nos cd's como merecedor de tais créditos, mas toda a gente sabe que é o metaleiro do landum que faz isso. andou ele a fazer rock progressivo nos setentas para agora seres acusado de imitar um mexicano qualquer.Isto é tudo uma cambada de invejosos que queria ter as tuas donzelas com mais de 60 anos. Afinal quem quer ter o trabalho de compôr e escrever quando dá para ir ao méxico para um gajo se inspirar?

Ah o méxico...a droga que a fronteiriça tijuana não deve ter. As praias. Aquela gaja bem boa que é jornalista e veio cá na altura do estágio da selecção do mundial. Terra de encantos o méxico pá. Eu no fundo percebo-te: estavas à espera que te achássemos todos tão genial que nunca poríamos em causa o teu virtuosismo. Eu punha as mãos no fogo por ti, és o herói da camisa meio desabotoada, e uma verdadeira lenda para todo o trolha que está emigrado na suíça, ou na frança.Mas então não é que houve um cromo ou outro que ,como estava invejoso do teu corte de cabelo, gosto de camisas e mulher espampanante, decidiu questionar a tua arte de bem interpretar temas "compostos" pelo landum,que o fez? como é possível, logo tu que és um pettruci da música romântica. Um bono na arte de influenciar velhotas. Um prince na forma em como te pavoneias em palco.

e agora depois da tua carreira...mais nada. Deixa lá que voltares para as obras não é mau: ganhas caparro pá. Dá-te jeito quando o cristián castro ou aquelas gajas com ar de sevilhanas te vierem dar porrada. Evitas umas nódoas negras. Ou então vai para gigolo: as velhotas que te adoram ainda te acham o maior. e vão continuar a achar porque o méxico ainda é longe e das sevilhanas...epá são espanholas. Quem vai acreditar nelas?

com um abraço, daquele que sempre cagou para ti.

um tipo qualquer

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

a bela da tv e sua parvoíce



Boa. sou mesmo esperto eu. Agora meto aqui o raio de uma foto de uma novela manhosa que estreou hoje no canal do balsemão. Afugento o povo todo está mais que visto. Pronto eu digo que...sei lá arcade fire é fixe. Já sou gajo credível? Não? È normal o raio da imagem é demasiado forte.

E realmente isto é tudo uma questão de imagem. Esta novela nova, passa-se num colégio de putos ricos, uns com bastante guita, outros com bolsas, e vão-se conhecendo e uns são bonzinhos outros maus comás cobras, as gajas umas são boas outras são modelos meio esqueléticas e ainda há uma ou outra mais pó cheio. até parece que alguns deles vão formar uma banda...espera. Colégio rico? putos com bolsas? Estereótipos? Uma banda? Eh lá... isto soa-me familiar. Pois.

Na verdade isto é mais uma maneira da sic fazer face à tvi. Com um produto EXACTAMENTE igual. O problema das nossas televisões é que quando uma mete uma bosta de vaca a outra, em vez de nos dar sei lá salmão, tenta-nos dar a mesma bosta de vaca, mas sei lá um bocadinho menos dura. Igualmente mal cheirosa e com um aspecto a modos que horripilante, mas com um molhinho ou uma cena assim do género. Ou se uma tem branco a outra tem...claro.Se uma tem um casaco para a chuva, a outra tem um kispo. enfim já se percebeu.

Eu não nego: vi um bocado desta coisa. Esteticamente é a mesma merda: personagens sem conteúdo, música a dar com um pau, diálogos inócuos. Infelizmente isto vai ter audiências pa caraças, dado que a sic fez uma promoção extensíssima, desde sites na net, passando por hi5(!) das personagens principais, anúncios de tv, e calculo que o metro também tenha alguma coisa, embora já não ande nele há pelo menos coisa de um mês. A "máquina" trabalha bem e faz o mais importante: mete as pessoas alienadas à espera que a realidade possa corresponder aos sonhos do raio de uma novela. Tretas.

Mas nem tudo é mau: slimmy, skalibans,Humble, M.A.U,Corvos(!),Rádio Macau,Sebenta, uns tais de Arsha que fazem um reggae até simpático,Wonderland, One love family, civic...ok muitos destes nomes não são nada de especial, mas para uma póia destas é surpreendente não é? Valha-nos que a bosta de vaca dá música quando lhe tocamos.

Enfim no fundo nada de novo no reino do socas. Um produto que foi alvo de estudos de mercado, desenhadinho a régua e esquadro, e com uma linha de produtos(incluindo a tal banda) prontinha a sair. Isto é como os papo-secos. Massa, água, fermento, forno e fica despachado. Ou então, feijão-peidos-sanita-bosta-papel higiénico-piaçaba-autoclismo-lavar as mãos. Operações mecânicas e muito longe de qualquer tipo de pensamento.

Tenho pena é que alguns actores ali estejam. Mas percebo que dá jeito fazer coisas destas porque uma casa não se paga sozinha. enfim é ver mais putos a ganhar tendências da moda alternativa só porque sim. Mais uma vez: Nada de novo no reino do socas.

Fiquem lá com uma canção a sério porra.

pois.



è curioso como existe tanta banda que eu acho uma treta. Ou que até respeito mas não curto. Tipo beatles. ou rolling stones. ou u2.ou os queen .ou no caso português, xutos. No fundo aquelas bandas mais que reconhecidas mundialmente, se exeptuarmos gente como led zeppellin doors ou o grande jimi hendrix.

e como estes há mais. Há também o caso dos police, uma banda que acho meio que chata e inconsequente. E o sting é um dos maiores vendidos de sempre, passou da sua banda para uma data de discos sem grande nexo, que lhe deu para altas vivendas e vinhas no sul de frança. Mais filha da puta sell-out que isto não existe. no caso português, assemelho-o ao luís represas que fez sensivelmente o mesmo.Os trovante acabaram e catrapumba vá de dar merda às colheres em forma de disco.

È óbvio que é fofo falar mal desta gente e estar refugiadinho num blog. Mas confesso que não teria problemas nenhuns em falar abertamente com estes dois e dizer-lhes isto.

Enfim, adiante. O que aqui interessa é perceber que problema tem o tobel. O tobel é um tipo que já teve em bandas como slamo, sindrome, e agora zella. Os slamo acabaram, os sindrome passaram a head control system sob o comando do seu baterista daniel cardoso(e passou a projecto com um membro dos genialíssimos ulver), e os zella vi agora no seu myspace estão sem vocalista. Ainda por cima o gajo tem um timbre de voz que eu curto a molhos, e em todas as bandas deixou marcas.

Em sindrome, consegui arranjar dois temas dos gajos, ainda sem a pós-produção. Ex-it é um excelente tema, e "nothing is nothing is nothing" é brilhante no refrão cola cola que tem. Os Zella tinham um tema que eu curtia a molhos chamado "banalidades e carne". e os slamo...bem aqui está a questão toda. Foram uma banda de rock nacional, que acabou já há uns anos e que se notabilizou por uma versão dos...police. O "message in a bottle".



e se original é, para mim, uma treta por estar completamente datado, ter um refrão para mim fraco, e só tem o condão de começar razoavelmente bem, esta cover resolveu os problemas todos e transformou a música numa coisa em termos. E o melhor é que o resto do material dos slamo também era bom.Mais uma banda que fica perdida na história. E o pior é que os sindrome, da maneira que podiam ter sido, nem chegaram a começar. e os zella quase que parece que vão no mesmo caminho...mas que é isto? O tobel parece ser um tipo inteligente, que acerta naquilo em que se mete mas...o que raio acontece depois? Alguém me explica?

È que este tipo bem que podia ser genial se conseguisse ter projectos duradouros. Ele que faça alguma coisa nem que seja a solo, porque curtia mesmo perceber que podemos ter um manuel cruz cá em baixo. Assim...anda complicado.

de qualquer maneira ouçam slamo. E zella que ainda não acabaram, embora por agora, no seu myspace (http://www.myspace.com/zellaband) só tenham temas instrumentais. enfim coisas da vida.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Discos que andam a sair da fornada...

... Mesmo que sejam feitos nos setentas. Aqui apresento uma pequena súmula dos discos que tenho para ouvir, que andei a "adquirir" há pouco tempo. Todos eles têm simpáticas expectativas minhas, diga-se.

JOSÉ CID - 10.000 ANOS DEPOIS ENTRE VÉNUS E MARTE



Sim, é José Cid. Sim toda a gente sabe que este disco é a desculpa ideal para dizer que o homem até é porreiro, mesmo que nunca o tenhamos ouvido e só conheçamos o "cai neve em nova iorque" ou o "favas com chouriço". A verdade é que antes de lhe ter apetecido ganhar dinheiro com a música o homem fez uma obra de rock progressivo, conceptual, sobre o fim da Terra i think. e pelo que ouvi sim isto é bom. E não fica nada a dever a grandes obras progressivas, sendo um disco que não me parece que envelheça com o tempo.


OMAR RODRIGUEZ-LOPEZ - SE DICE BISONTE NO BÚFALO




Entretanto o senhor dos Mars Volta já fez mais um disco a solo. Ainda não o ouvi bem, parece-me uma cena experimental à bruta, mais minimalista que mars volta. Mas um gajo tira conclusões depois...


HELMS ALEE - NIGHT TERROR



Disco de estreia destes norte-americanos. Vindo de uma editora para cima de conceituada (a bela da Hydrahead, do gigantesco Aaron turner) esta banda é mais uma dedicada às lides do rock experimental, com uma pitadinha de stoner e até de sludge à mistura. Talvez não seja o lançamento do ano da Hydrahead(o seguinte disco que vou apresentar parece-me mais que o seja) mas estou meio a babar-me para isto, pelo que já ouvi.

PYRAMIDS - PYRAMIDS



È das coisas mais insólitas que se vão ouvir este ano. O disco de estreia destes Pyramids é ambiental, experimental, minimalista, é tudo e mais alguma coisa. Imaginem uns sunn 0))) celestiais em vez da habitual negritude, e é o mais próximo que consigo vislumbrar em relação a esta gente. O disco parece-me absurdamente genial, mas por enquanto é apenas e só uma expectativa. e claro é daqueles discos que não é bem para todos...muita gente o acharia monótono. Por enquanto, para mim, está bem longe disso.

A SILVER MT. ZION - 13 BLUES FOR 13 MOONS



Projecto onde estão incluídos alguns membros dos brilhantes Godspeed You! Black Emperor, os a Silver mt.zion são uma banda que sempre se classificou entre o rock meio marginal, com junções de post rock entre outras noções. Neste disco lembram os shellac a páginas tantas. Mas é verdade que é a primeira vez que vou ouvir um disco deles em termos, e a minha ideia inicial pode mudar abruptamente.

SMALL LINKS SINK SHIPS - UNTIL EVERYONE IS HAPPY



Influenciados pelos Mars Volta (mas mais catchy e menos experimental) estes small links sink ships editaram o seu disco de estreia no ano passado e pela amostra sinceramente parece-me que têm pernas para andar. De qualquer forma lá está ainda me falta comprovar totalmente isto. Até agora...anda positivo o balanço.

THERMO - BAJO EL CONTROL DEL RADAR



Vamos acabar com uma banda mexicana. Que sim canta em espanhol. Uau siga aí referir exotismo à laia de postal ilustrado que é isso que eu curto. Ou não. Até porque isto é rock normalzinho da silva, cantado em espanhol. Mas muito bem tocado. Talvez não seja uma cena genial, e em portugal não fosse valorizado grandemente. De qualquer forma parece-me um bom disco de rock.

e depois sim um gajo sempre pode dizer que conhece uma banda mexicana que ninguém sabe quem é...uau somos mesmo bué alternativos e quê.

Diga-se que se isto fosse importado, e se nós tivéssemos um bocadinho mais abertos à nossa língua quase irmã, era capaz de ter um certo sucesso estes thermo. são catchy, têm boas melodias e são ouvidos sem dificuldades de maior.